O texto abaixo merece uma reflexão. Não só empresas vão à falência, às pessoas também
Em seu mais recente livro, How the Mighty Fall (Como Caem os Poderosos), lançado em 2009 e ainda sem tradução no Brasil, o norte-americano Jim Collins, um dos mais competentes estudiosos das empresas da atualidade, revela que a queda de corporações poderosas, tidas como imbatíveis, começa muito antes de os sinais externos se tornarem visíveis. Segundo ele o declínio das empresas ocorre em cinco estágios, quase sempre consecutivos:
Estágio 1 – Soberba e arrogância: a decadência de uma empresa tem início quando ela começa a se achar imbatível e vê o próprio sucesso como “merecido”. Ela acredita que não precisa mais aprender e começa a desprezar os fatores que a levaram ao sucesso.
Estágio 2 – Querer sempre mais, de forma indisciplinada: a empresa, arrogante, quer crescer indiscriminadamente e começa a entrar em setores sobre os quais entende pouco. Ela acredita que o seu tamanho é suficiente para fazer qualquer negócio prosperar. Essa obsessão pelo crescimento fora de seu mercado acaba consumindo a energia que seria necessária para fazê-la crescer no setor em que tem competência.
Estágio 3 – Negação de risco e perigo: a empresa entra em movimentos ousados demais, sem analisar os riscos e os perigos de sua audácia. A arrogante certeza de que não irá falhar faz com que ela assuma projetos mirabolantes e a impede de prestar atenção em avisos de que as coisas podem não dar certo.
Estágio 4 – Quando bate o desespero pela salvação: aqui a empresa já está em visível declínio. As ações perdem valor de mercado. O crédito começa a escassear. Neste estágio, a empresa começa a buscar a “fórmula mágica” que a salvará. Um novo produto. Uma reestruturação geral. Novos dirigentes. O pânico se instala. Os melhores talentos vão embora. Procura-se um líder salvador!
Estágio 5 – Rendição ou morte: insisto para que todos os dirigentes empresariais leiam esse livro. Ele explica muito bem que é possível reverter a queda, mas é preciso estar atento e perceber quando a arrogância começa a dar o ar de sua graça, para acabar com ela antes que ela mate a sua empresa.
Pense nisso. Sucesso!
Texto extraído da Revista Voe TRIP de março de 2.010, escrito por Luiz Marins, antropólogo e consultor.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
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